Dia 29 de setembro próximo fará um ano que o Pior é a Guerra começou.
Não que isso fosse motivo pra comemoração de algo genial, é claro.
Não é a comemoração do centenário de Niemeyer ou dos 40 anos do Sgt. Pepper's dos Beatles.
Aliás, nem é comemoração.
É uma auto-análise.
Pronto: falei!!
É uma auto-análise.
Uma incursão auto-depreciativa sobre os rumos pelos quais vem levando este blog.
E negligenciado também.
50 e poucas postagens em um ano é um ritmo fraco.
Em três meses de existência, muito blog virou cult e popularizou-se.
Esse aqui ficou às moscas por muito tempo.
O período mais infértil foi de janeiro a março de 2007.
Dava sinais de que eu abandonaria o barco de vez.
Junho de 2007 voltei com um pouco de gás.
Ficou num marasmo eterno depois.
Voltou agora,como vêem.
E na base do improviso.
Desde a primeira postagem, não expliquei direito ao que veio.
Muita gente se indagou o porquê da guerra.
Se era um blog sobre absolutamente tudo...
Tudo, menos a guerra.
A guerra foi um assunto pouco constante no blog.
Na verdade, indecifrável nas subliminariedades de cada post.
Mas ainda estava lá.
Absorta em reflexões despretensiosas.
Como esta frase de cima, por exemplo.
Bastante despretensiosa.....
A guerra deste blog tem feições humanas.
Não de conflito externo.
Mas interno.
Aquele que se esgueira nas torrentes da solidão.
Vocês sabem do que estou falando.
Não é a solidão física.
Mas a de espírito.
Esta companheira de sempre.
Esta inimiga de sempre.
Transtorna ou satisfaz, conforme utilizada.
Tal como aos Buendías de Macondo.
Ou ao estrangeiro de Camus.
Um espírito criador.
Imaturo, porém verdadeiro.
Abre as portas da percepção.
E traz um retorno a si mesmo.
É a guerra.
O conflito interno.
Tal qual faço nesta auto-análise.
Que, por sinal, se estendeu como que por improviso.
Como por sorte numa noite despretensiosa.
Tal qual hoje.
Hum...
Como faço pra acabar esta merda,hein?
Pior é a Guerra!!!
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segunda-feira, setembro 10, 2007
sábado, maio 26, 2007
Ars Gratia Artis

Escrevo desta vez para publicar algo que eu estava devendo há uns 7 meses atrás durante a viagem que fiz para o Rio de Janeiro.
Em visita ao Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, diante da bela arquitetura de Oscar Niemeyer, pude elaborar uma outra concepção da arte a qual eu não estava acostumado.
Em visita ao Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, diante da bela arquitetura de Oscar Niemeyer, pude elaborar uma outra concepção da arte a qual eu não estava acostumado.
Minha visão, em qualquer matéria de conhecimentos gerais, sempre foi a de preservação do conservadorismo, do culto ao passado. Seja na música, no futebol, no cinema, na literatura, mas talvez nada tão intenso quanto em matéria de artes plásticas e seus diversos segmentos.
Explico-me: sempre desvalorizei a dita arte advinda dos tempos de Andy Warhol para cá. O que sempre me pareceu aborrecida é a visão dos críticos em supervalorizar uma lata de refrigerante estilizada ou cultuar um pedaço de merda contido num pote diante de uma empilhadeira de potes contendo os mesmos pedaços de merda.
Não é a arte sacra de Botticelli e Michelangelo, com suas definições perfeitas. Não é o estilo elegante e mórbido de um Bruegel. Nem se trata da genialidade de um Matisse ou de um Picasso, em suas inovações nos métodos contemporâneos de cores e formas. Enfim, não é um Salvador Dali e seu surrealismo.
Pra mim, um pedaço de merda em um pote ou qualquer outra forma de arte considerada pretensiosa, sem uma explicação lógica, deveria ser execrada junto com seus admiradores ferrenhos.
Não é essa, porém, a visão que me apareceu na visita ao Museu de Arte Contemporãnea, arte esta a qual sempre fui meio cabreiro, exceto pela arquitetura de Niemeyer e seus discípulos e contemporâneos.
Agora vejo que arte, por mais que não compreenda algum significado lógico num exame detalhado da obra, parte da subjetividade do criador sem a importância decisiva do público para sua apreciação. O autor dos potes de merda empilhados numa mostra cultural certamente não obedeceu a esses requisitos, assim também como sempre foi a lógica dos gênios sagrados das artes plásticas: deixar a livre interpretação a um observador para conseguir despertar alguma idéia sobre a obra exposta.
Bom, depois de toda a minha prolixa explicação a respeito do assunto artístico, demonstro aqui(na foto de cima do post) o que eu produzi em matéria de "arte", pelo menos no meu conceito subjetivo.
Estava eu diante de inúmeros objetos inúteis postos sobre uma mesa no centro do Museu. Nessa mesa, o propósito era o de justamente fazer despertar algum tino artístico no cidadão médio que não é acostumado a isso(o que é meu caso).
Eram sorteadas duas palavras substantivas para diante de sua junção conseguir montar um objeto que explicasse a junção dessas duas palavras. As palavras que eu peguei foram "AFETO" e "CASA".
Depois de pensar por um minuto, cheguei à resposta diante dos objetos que eu tinha na escolha.
A "casa" nada mais era do que o conceito que eu tenho da comodidade, do sentir-se bem, e nada pra mim correspondia mais a isso do que representar uma cama - cama esta que peguei de uma pequena esponja de formato retangular.
A "casa" simbolizava, ainda, meu estado-natal: O Rio Grande do Norte. Com isso, peguei uma tira verde-e-branca(cores da bandeira do estado) e amarrei com um barbante na "cama", formando uma mal-construída colcha verde e branca. Complementei ainda duas castanhas de caju, tão típicas do RN, e coloquei do lado da cama, como alegoria.
O "afeto" está simbolizado por um pequeno aro que envolve a "casa" ou a "cama", como queiram. Terminei a obra em questão e deixei, quem sabe para apreciação de outros visitantes, por um período determinado diante da mesa.
Essa foi a minha primeira "experiência artística", por assim dizer.....
Sei que não serei aclamado como o sujeito dos potes de merda empilhados, mas acho que fiz minha parte.
Final de texto: o que importa, nestes termos, é a forma como você mesmo interpreta, lida com a subjetividade e põe, sem nenhuma pretensão, suas idéias para o mundo.
É a arte pela arte, amigos.
Ars Gratia Artis
Explico-me: sempre desvalorizei a dita arte advinda dos tempos de Andy Warhol para cá. O que sempre me pareceu aborrecida é a visão dos críticos em supervalorizar uma lata de refrigerante estilizada ou cultuar um pedaço de merda contido num pote diante de uma empilhadeira de potes contendo os mesmos pedaços de merda.
Não é a arte sacra de Botticelli e Michelangelo, com suas definições perfeitas. Não é o estilo elegante e mórbido de um Bruegel. Nem se trata da genialidade de um Matisse ou de um Picasso, em suas inovações nos métodos contemporâneos de cores e formas. Enfim, não é um Salvador Dali e seu surrealismo.
Pra mim, um pedaço de merda em um pote ou qualquer outra forma de arte considerada pretensiosa, sem uma explicação lógica, deveria ser execrada junto com seus admiradores ferrenhos.
Não é essa, porém, a visão que me apareceu na visita ao Museu de Arte Contemporãnea, arte esta a qual sempre fui meio cabreiro, exceto pela arquitetura de Niemeyer e seus discípulos e contemporâneos.
Agora vejo que arte, por mais que não compreenda algum significado lógico num exame detalhado da obra, parte da subjetividade do criador sem a importância decisiva do público para sua apreciação. O autor dos potes de merda empilhados numa mostra cultural certamente não obedeceu a esses requisitos, assim também como sempre foi a lógica dos gênios sagrados das artes plásticas: deixar a livre interpretação a um observador para conseguir despertar alguma idéia sobre a obra exposta.
Bom, depois de toda a minha prolixa explicação a respeito do assunto artístico, demonstro aqui(na foto de cima do post) o que eu produzi em matéria de "arte", pelo menos no meu conceito subjetivo.
Estava eu diante de inúmeros objetos inúteis postos sobre uma mesa no centro do Museu. Nessa mesa, o propósito era o de justamente fazer despertar algum tino artístico no cidadão médio que não é acostumado a isso(o que é meu caso).
Eram sorteadas duas palavras substantivas para diante de sua junção conseguir montar um objeto que explicasse a junção dessas duas palavras. As palavras que eu peguei foram "AFETO" e "CASA".
Depois de pensar por um minuto, cheguei à resposta diante dos objetos que eu tinha na escolha.
A "casa" nada mais era do que o conceito que eu tenho da comodidade, do sentir-se bem, e nada pra mim correspondia mais a isso do que representar uma cama - cama esta que peguei de uma pequena esponja de formato retangular.
A "casa" simbolizava, ainda, meu estado-natal: O Rio Grande do Norte. Com isso, peguei uma tira verde-e-branca(cores da bandeira do estado) e amarrei com um barbante na "cama", formando uma mal-construída colcha verde e branca. Complementei ainda duas castanhas de caju, tão típicas do RN, e coloquei do lado da cama, como alegoria.
O "afeto" está simbolizado por um pequeno aro que envolve a "casa" ou a "cama", como queiram. Terminei a obra em questão e deixei, quem sabe para apreciação de outros visitantes, por um período determinado diante da mesa.
Essa foi a minha primeira "experiência artística", por assim dizer.....
Sei que não serei aclamado como o sujeito dos potes de merda empilhados, mas acho que fiz minha parte.
Final de texto: o que importa, nestes termos, é a forma como você mesmo interpreta, lida com a subjetividade e põe, sem nenhuma pretensão, suas idéias para o mundo.
É a arte pela arte, amigos.
Ars Gratia Artis
quarta-feira, março 21, 2007
No Pain, No Gain
O título da postagem é, por assim dizer, a frase do dia ou a frase de muitos dias(visto que tô pensando nela desde a semana passada).
"Sem Dor, Sem Ganho" é a tradução. A mais pura verdade, por sinal. Ou alguém acha que dá pra ganhar alguma coisa sem se esforçar ou sem ter se fudido no meio do caminho?
Exceção mesmo à frase é o exemplo do filho de pai rico, que não se esforça bulhufas para manter o patrimônio da família (quando há esforço pra se manter um patrimônio, isso sim, exige dor).
Quem sofreria, no caso, seria o possível herdeiro do filhinho de papai, cujo patrimônio já teria se esfacelado nas mãos do pai pródigo. Para tanto, com a finalidade de reaver o patrimônio, teria que utilizar a velha máxima do "no pain, no gain" novamente.
O que conta é o esforço próprio, enfim.
Filosofia de butequim, mas é isso...
"Sem Dor, Sem Ganho" é a tradução. A mais pura verdade, por sinal. Ou alguém acha que dá pra ganhar alguma coisa sem se esforçar ou sem ter se fudido no meio do caminho?
Exceção mesmo à frase é o exemplo do filho de pai rico, que não se esforça bulhufas para manter o patrimônio da família (quando há esforço pra se manter um patrimônio, isso sim, exige dor).
Quem sofreria, no caso, seria o possível herdeiro do filhinho de papai, cujo patrimônio já teria se esfacelado nas mãos do pai pródigo. Para tanto, com a finalidade de reaver o patrimônio, teria que utilizar a velha máxima do "no pain, no gain" novamente.
O que conta é o esforço próprio, enfim.
Filosofia de butequim, mas é isso...
sexta-feira, setembro 29, 2006
Mensagem Inicial
Sem partir muito para o que me motivou a fazer este blog, adianto apenas que vem de uma idéia insurgente das muitas noites em claro por que passei nesses últimos dias.Um blog é, basicamente, um retrato de impressões pessoais escritas por determinada pessoa a respeito de determinado tema(esporte,cinema,humor) ou temas em questão. Eu prefiro direcionar minha linha justamente para esta segunda alternativa.
Esperem que no "Pior é a Guerra!!!" pode-se encontrar de tudo que pareça interessante para este humilde narrador relatar.Já que citei o nome do blog, gostaria de explicar o porquê do título. À Primeira vista, "Pior é a Guerra" parece título de blog de humor satírico e inconformista, mas longe disso. Como já tinha dito, ele não tem essa característica."Pior é a Guerra" vem de uma história que ocorreu há três anos, em 2003, em determinada festa em Natal. Estava num aniversário de um amigo meu ocorrido à tarde e tinha gastado todo o dinheiro em bebidas e churrasco para ajudar na festa. Por volta de umas 20 hs,no calor da noite, decidimos depois de terminada a carne e as biritas, ir pruma festa relativamente barata(entrada de R$5,00 na época). Decorre que eu (Ygor Brandão.Não tinha me apresentado antes,foi mal) tava numa situação financeira meio ruim, na pindaíba mesmo. Explique-se, o dinheiro de meus pais para pagar as despesas do apartamento em que moro sozinho tinha se acabado no mês e, portanto, tava sem dinheiro para o lazer. Na situação, procurei uma vaquinha com meus amigos pra entrar na festa(irrelevantes R$ 5,00). Só que eles,lisos como eu, tavam sem essa grana, quer dizer, já tinham emprestado pra outro amigo nosso igualmente liso a grana pra tal da festa. No final, tive que voltar pro apartamento pra dormir e, puto em ter que ficar em casa sem fazer nada, confortar-se com o tédio da situação. No meio do caminho pra casa, de carona, um amigo meu disse: - "Omi, ligue não, PIOR É A GUERRA!!!,apesar do liseu".
É. O interessante é que a situação virou referência para outras situações cômicas que envolvessem falta de dinheiro e coisas afim.2006. Ano atual. Surge o "Pior é a Guerra" para apresentar generalidades e não sobre situações consideradas "menos ruins que a guerra". Porque o título então?Tomara que eu seja entendido. "Pior é a Guerra" não se refere às diversas situações incômodas dignas de paródia a que um blog com esse nome poderia relatar, mas sim a uma abordagem otimista das coisas além de mais algumas idéias de aspecto geral.
Analogicamente, para explicar o título, lembro-me da história de como o filme "noir" Chinatown, de 1975, dirigido por Roman Polansky, foi lançado. Na verdade, o projeto do roteiro do filme fora apresentado pelo produtor Robert Evans para os chefões da Paramount Pictures. Quando foi lido o roteiro, os chefões perguntaram: - "Mas que espécie de título é esse se praticamente o filme não tem nada a ver com "Chinatown?" Evans responde: - "Vocês não entendem, "Chinatown" não é especificamente o bairro chinês de Los Angeles, mas sim um estado de espírito. Tem a ver com as angústias psicológicas do protagonista, com a corrupção no sistema,muita coisa." O argumento vingou e o filme virou um clássico.
Na mesma espécie de argumentação, explico que "pior é a guerra" pode expressar uma porção de coisas para se encarar de maneira otimista, apesar de aparentemente ,para o senso comum, se referir a outras coisas que não tragam a mesma perspectiva. É possível que o blog, como se apresenta, venha a tratar sobre coisas de distintas variações de humor e temática.
É,basicamente, um blog sobre tudo. Espero poder atualizar sempre que possível. E espero também não ter levado tão a sério esta mensagem inicial. Formalista demais. Mas com o tempo melhora.
No mais é isso.
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